John MacArthur
Muito do evangelismo contemporâneo é lamentavelmente deficiente em confrontar as pessoas com a realidade de seu pecado pessoal. Os pregadores oferecem facilidade, alegria, satisfação, e tantas outras coisas boas. Aos crentes de hoje se lhes ensina que tudo o que têm a fazer é descobrir quais as carências psicológicas das pessoas, e oferecer-lhes Jesus como panacéia para o problema, seja ele qual for. E é fácil conseguir convertidos, pois as pessoas estão procurando solução rápida para as suas carências. Todavia, se isso for tudo o que fizermos, não estaremos realizando uma evangelização legítima.

Na evangelização, temos de tomar o pecador e medi-lo à luz da perfeita Lei de Deus, a fim de que ele possa ver sua deficiência. Um evangelho que trata tão somente da necessidade humana, dos problemas humanos, dos sentimentos humanos, carece do verdadeiro equilíbrio.
O padrão da revelação divina confirma a importância de cada pessoa compreender sua própria pecaminosidade. Em Romanos, Paulo gasta três capítulos inteiros declarando a pecaminosidade do homem, antes mesmo de falar sobre o caminho da salvação. A Lei sempre precede a graça: Ela é o preceptor que nos leva a Cristo (Gl 3.24). Sem a Lei e o efeito que Deus designou que ela tenha sobre nós, a graça não tem sentido. E sem uma compreensão da realidade e da gravidade do pecado, não pode haver redenção. Não há sentido em se expor a graça a alguém que não conheça a exigência divina de que sejamos justos. O evangelho da graça não pode ser pregado a quem não ouviu que Deus exige obediência e castiga a desobediência.

É preciso que reajustemos nossa apresentação do evangelho. Não podemos negar o fato de que Deus odeia o pecado e castiga os pecadores com tormento eterno. Como podemos iniciar nossa apresentação do evangelho dizendo às pessoas que estão a caminho do inferno que Deus tem um plano maravilhoso para as suas vidas? As Escrituras dizem: Deus… sente indignação todos os dias (Sl 7.11). Um Deus santo, justo e puro não pode tolerar o mal.

Retirado do livro: O Evangelho Segundo Jesus; pág 112, 113, 114
Reforma Radical

4 comentários:

Natanael Genoel disse...

Por isso não devemos passar a mão na cabeça das pessoas, temos que mostrar que as pessoas que vivem no pecado estão fadadas ao sofrimento eterno.

Samuel Leal disse...

Também concordo que não podemos passar a mão na cabeça das pessoas, porém se você chega em uma pessoa que está no mundo perdida e diz para ela que Deus odeia o pecado e que se ela continuar assim vai para o inferno, ai fica difícil de alguém aceitar Jesus, acredito que tenha sim que dizer que Deus tem um plano de vida para, que quer tira-la daquele cativeiro mas que ela precisa aprender de Deus primeiro, ai sim, se a pessoa aceita aprender você começa a ensinar a doutrina para ela, falar que Deus abomina o pecado, que ela vai para o inferno caso continue no pecado, Jesus não chegava dizendo para ninguém que ela iria para o inferno, pelo contrário, independente da vida da pessoa trazia a paz, a saúde, curava as pessoas e depois ensinava.

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Trovian Maucellus disse...

Samuel Leal, se seu argumento foi baseado no texto, a sua interpretação não corresponde com a mensagem dele. O autor em momento algum ele quer passar essa mensagem de pânico, ele não está querendo dizer que não devemos ter ética...
Um dos principais objetivos desse texto é apontar para um falso evangelho que só promete coisas boas para tentar fazer uma pessoa se converter, usam o psicológicos das pessoas para envolve-las emocionalmente, mas esquecem de que é o Espírito quem tem esse poder de muda-las e não o que falamos ou deixamos de falar.
A palavra de Deus em momento algum prega prosperidade, mas nos fala muito de ""carregar a cruz"". E a felicidade que a palavra fala não está relacionado a nada material.
Resumindo: O texto não ensina radicalismo, mas ensina a não mentir e desde sempre alertar o quão terrível é uma pessoa sem Deus.

Maah Ferrazys disse...

É, mas infelizmente existem pessoas que preferem fazer vista grossa e deixar o irmão morrer em pecado. Ensinam de uma forma tão deturpada que as pessoas se tornam avarentas, objetivando o material em primeiro lugar ao invés do Espiritual e isso não é bom!
Precisamos nos espelhar nos primeiros cristãos, nos primeiros evangelistas que davam ênfase ao evangelho ensinado por Jesus Cristo e não deturpavam as Sagradas Escrituras.
Bom, obrigado pelo blog!
Paz e graça

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