John MacArthur
Nossa sociedade está sofrendo uma crise de identidade. Coletiva e individualmente, as pessoas hoje não possuem um forte sentido de quem são, do que querem, ou como conseguir isso. Vão à deriva pela vida, seguindo os caprichos e as modas do mundo, no lugar de aceitar a responsabilidade e buscar a maturidade.

Os cristãos não precisam lutar com esse tipo de identidade. Nós fomos redimidos e afirmados por Cristo, introduzidos em Sua família e somos transformados a Sua semelhança. Até certo ponto, deve ser difícil dizer onde Ele se termina e você começa, por assim dizer. Como Paulo diz em Gálatas 2:20: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”.

Essa verdade gloriosa descreve o estado espiritual de cada crente. Já não estamos isolados e sozinhos: o Senhor nos comprou por preço (1 Coríntios 6:20) e nos introduziu em Sua família (Romanos 11:17). Levamos Seu nome, e nossas vidas transformadas é um testemunho de Seu amor e Seu poder. O sacrifício de Cristo em nosso favor estabelece nossa nova identidade para a eternidade, nós como Sua igreja, Seu corpo e Sua noiva.

Porem, se individualmente somos identificados com Cristo, então, por que tantos cristãos se negam a identificar-se com a igreja, um conjunto de outros igualmente identificados com o Salvador? Por que se negam à membresia da igreja e evitam a comunhão com uma congregação local? Se o Senhor nos fez uma só família na eternidade, por que tantos crentes passam muito tempo aqui na terra evitando uns aos outros?

Paulo advertiu severamente a Timóteo a não se envergonhar de dar testemunho do Senhor (2º Timóteo 1:8). Em seu caso, Timóteo tinha verdadeiros motivos para ter medo de proclamar publicamente sua fé e sua identidade com a igreja; enfrentou a constante ameaça de perseguição física, prisão e até a morte.

A maioria dos crentes de hoje nem sempre enfrentarão esse tipo de pressão. No entanto, a resistência a identificar-se com a Igreja nasce do temor do homem. Em nossa cultura perpetuamente superficial e cada vez mais ateia, não existe nada bom da igreja. Assim que, em vez de serem selados com o estigma da religião, alguns crentes tratam de viver discretamente sua fé por meio de uma filiação frouxa com uma – e às vezes mais de uma – congregação. Outros se limitam a evitar por completo a igreja, envergonhados de que alguém poderia saber que elas pertencem a tal coisa.

A ideia de ceder a esse tipo de pressão pobre seria risível se muitos cristãos não o fizessem todos os dias. Porem, em vez de orgulhosamente unir-se publicamente com outros crentes, eles buscam uma popularidade volúvel.   Talvez você esteve tentando às vezes fazer o mesmo.

O que se faz frente essa tentação revela muito sobre o verdadeiro estado de seu coração. A melhor indicação de suas prioridades é como e onde gasta seu tempo e energia, trate de um movimento político, um conselho escolar, um comitê de bairro ou um clube de fãs.

E de todas as organizações as que se poderia pertencer, a igreja é deveras a mais importante. Seu compromisso e identificação com sua congregação local diz muito sobre quem você é e o que é mais importante para você. De fato, sua participação em sua igreja é muito mais que uma vez ou duas por semana, mas é uma reunião de pessoas que já não são mais cidadãos desse mundo, uma comunidade de homens e mulheres que foram transformados em novas criaturas e unidos na fé. A igreja é uma antecipação da glória que nos espera na eternidade.

Assim que, se você diz que ama ao Senhor, mas se nega a identificar-se com Seu povo, levante perguntas compreensíveis sobre a veracidade de seu amor. Ao mesmo tempo, se sua reputação com o mundo não convertido significa o suficiente para se manter afastado da Igreja, em primeiro lugar você tem provocado sérias preocupações sobre se você se arrependeu e creu verdadeiramente.

Outra coisa a se ter em conta quase se trata da reputação: é verdade que você poderia sofrer em alguns círculos se publicamente se identifica com sua igreja local, inclusive poderia ser humilhante para você. Porem, isso não é nada comparado com as humilhações que Cristo voluntariamente e com sacrifício sofreu por nós. E se o Senhor está disposto a associar-se com pessoas débeis e pecadoras como nós, não podemos manter Ele ou Sua igreja à distância. Se Ele não se envergonha de nos chamar Seus, não podemos ter vergonha de chamá-lo nosso.


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FONTE: http://projetocasteloforte.com.br (PROJETO CASTELO FORTE)

TRADUZIDO DE: http://evangelio.wordpress.com/2013/01/23/la-membresa-es-identidad/

http://www.gty.org/resources/Blog/B130123

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