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15:07
Rev. Ronald Hanko
Por que precisamos da Palavra de Deus na forma escrita? Não tinha Deus em outros tempos e lugares se revelado de diferentes formas, e se feito conhecido ao seu povo? Ele não deu sua Palavra muito antes dela ser escrita? Não é uma forma de idolatria, portanto, sugerir que a Palavra de Deus escrita é a única palavra a qual devemos prestar atenção, a única regra para a nossa fé e vida?

A razão fundamental de não termos e não desejarmos a Palavra de Deus em qualquer outra forma diferente daquela escrita na qual ele nos deu, é que "todos os homens são mentirosos e mais vãos que a própria vaidade." A Palavra escrita de Deus permanece como um testemunho contra todos os esforços dos homens de negar, distorcer ou corromper o que ele lhes disse.

Isso não é dizer que os homens não mais negligenciam, distorcem, desobedecem e rejeitam ouvir a Palavra, como nos foi escrita infalivelmente nas Escrituras, mas sim que o registro escrito deixa-os sem escusa.

No final, eles não podem negar que a criação como relatada em Gênesis 1 e confirmada por toda a Escritura é a história da criação divina em seis dias. Nem podem negar que a Escritura ensina que a mulher deveria ficar em silêncio na igreja. Eles podem chamar esse ensino de antiquado e culturalmente condicionado, mas o que a Palavra diz é claro. Negando isso, eles perdem não somente a Palavra de Deus, mas também a vida eterna (Ap. 22:18-19).

Além do fato que todos os homens são mentirosos e corrompem a Palavra de Deus para os seus próprios fins, somos por natureza tão corruptos e depravados que não tomaríamos a mensagem de Deus de maneira honesta, se ele tivesse nos deixado apenas sua Palavra falada, quer através de anjos, profetas ou diretamente. Sem dúvida entenderíamos errado ou corromperíamos a Palavra falada.

Nem mesmo lembraríamos o que Deus teria dito, se ele não tivesse nos dado suas palavras na forma escrita. Quem de nós lembra perfeitamente o sermão que ouviu no último domingo? Ou quem pode estar absolutamente certo que ouviu e lembra corretamente? Peça que duas testemunhas digam o que outro alguém disse, e quase sempre você receberá duas versões diferentes do que foi dito.

Também, há muitas coisas que Deus disse que não nos agrada – coisas que não gostamos de considerar ou ouvir. Há sempre a possibilidade de tirá-las da mente e esquecê-las, como fazemos tão frequentemente, ou de ouvirmos de forma diferente, colorindo e interpretando-as por nossa fraqueza e pecado. Que os homens fazem isso mesmo com a Palavra escrita é prova que eles e nós certamente faríamos isso com a Palavra falada.

Em sua sabedoria e misericórdia, Deus nos deu sua Palavra escrita, para que não possamos alegar que nunca ouvimo-la ou que a ouvimos incorretamente. Devemos, portanto, ter a mais alta consideração pela Palavra escrita e não buscar em outro lugar o conhecimento de Deus e da sua vontade.
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Fonte (original): Doctrine According to Godliness, Ronald Hanko, Reformed Free Publishing Association, pp. 11-12.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

09:04
A Salvação Depende da Escolha da Pessoa? - Rev. Ronald Hanko
No tempo da Reforma Protestante, Martinho Lutero escreveu um livro intitulado "The Bondage of the Will" [O Cativeiro da Vontade]. Este livro foi escrito contra um homem chamado Erasmo e seus ensinos de que o homem tinha livre-arbítrio, isto é, a capacidade de escolher se seria ou não salvo. Lutero disse a Erasmo que esta questão sobre o livre-arbítrio era o assunto mais importante da Reforma. Ele disse: "Você [Erasmo] não tem me importunado com assuntos irrelevantes sobre o papado, purgatório, indulgências, e coisas semelhantes, que são mais bagatelas do que assuntos ... você, e somente você, tem visto a dobradiça sobre a qual tudo gira, e têm apontado para o ponto vital."

A despeito do que Lutero escreveu, o ensino de Erasmo com respeito ao livre-arbítrio se tornou o ensino da maioria do Protestantismo de hoje. O livre-arbítrio é:

(1) Uma negação da predestinação. Predestinação significa que a vontade de Deus (a escolha de Deus) determina todas as coisas, incluindo quem serão salvos (Efésios 1:3-6). O livre-arbítrio ensina que a escolha do homem é o fator decisivo na salvação.

(2) Uma negação da verdade bíblica da fé salvífica como um dom de Deus (Efésios 2:8-10). O livre-arbítrio ensina que fé é uma decisão da própria pessoa de confiar em Cristo.

(3) Uma negação da verdade que Cristo morreu somente por seu povo (Mateus 1:21). O livre-arbítrio ensina que Cristo morreu por todos sem exceção, e que a salvação deles depende agora da aceitação que fazem de Cristo, isto é, de uma escolha do seu próprio "livre-arbítrio".

A crença no livre-arbítrio também é manifesta no tipo de pregação e evangelismo que é mais popular hoje, o tipo que implora para os pecadores aceitarem a Cristo, que usa a chamada ao altar, os apelos, os momentos de decisão, o levantar de mãos, e outras táticas semelhantes para persuadi-los a agirem assim. Todas estas coisas pressupõem que a salvação de uma pessoa depende da sua própria escolha.

Cremos que a vontade do homem está cativa ao pecado e que ele não somente não pode fazer o bem, mas nem mesmo pode desejar (querer) fazê-lo (Romanos 8:7-8). Particularmente, ele não pode praticar o maior de todos os bens, ou seja, escolher a Deus e a Cristo.

Cremos, portanto, que o homem não pode crer em Cristo, a menos que isso lhe "seja dado do alto" (João 6:44).

Cremos também que não é a vontade do homem, mas sim a vontade soberana e eterna de Deus (predestinação) que é o fator decisivo na salvação (Atos 13:48; Filipenses 2:13).

Então, qual é o objetivo de pregar o evangelho? Ele é "o poder de Deus para salvação" (Romanos 1:16), a maneira na qual Deus dá fé e arrependimento a todos aqueles a quem ele escolheu desde a eternidade, e remiu em Cristo. Que este poder seja para a salvação de muitos!

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Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

12:02
O Nome Cristo, por Rev. Ronald Hanko
O nome Cristo não é do mesmo tipo que Jesus. Jesus é o nome pessoal do Salvador, mas Cristo é um título. Como outros títulos—Presidente, Primeiro Ministro, Membro do Parlamento e Congressista—ele descreve a posição e obra que Jesus tem no reino de Deus.

Por essa razão, Jesus é algumas vezes chamado de o Cristo da mesma forma como alguém poderia ser chamado de o Presidente. A diferença é que Cristo é único. Nunca houve, nem haverá outro Cristo.

Cristo significa "ungido" (Messias significa o mesmo, e é o equivalente veterotestamentário do nome Cristo). Ele se refere ao fato que Jesus foi especificamente apontado e ordenado por Deus para fazer a obra do reino de Deus. Ele foi publicamente ungido com o Espírito no tempo de seu batismo (Mt. 3:16), assim como predito em Isaías 61:1-3, onde sua obra como o ungido é descrita também.

Qual é a posição e obra de Cristo no reino de Deus?

É aquela de um Profeta, Sacerdote e Rei. O Catecismo de Heidelberg, um dos maiores credos da Reforma, pergunta: "O nome Cristo significa ‘Ungido.’ Por que Jesus tem também este nome?" A resposta dada é: "Porque ele foi ordenado por Deus Pai e ungido com o Espírito Santo para ser nosso supremo Profeta e Mestre, nosso único Sumo Sacerdote e nosso eterno Rei. Como Profeta ele nos revelou plenamente o plano de Deus para nossa salvação; como Sumo Sacerdote ele nos resgatou pelo único sacrifício de seu corpo e, continuamente, intercede por nós junto ao Pai; como Rei ele nos governa por sua Palavra e Espírito e nos protege e guarda na salvação que ele conquistou para nós."2

Essa referência ao ofício profético, sacerdotal e real no nome Cristo é a razão pela qual o nome é tão importante. Ele é o fundamento da igreja (Mt. 16:18), pois a igreja não pode existir sem a obra de Cristo como Profeta, Sacerdote e Rei. O nome Cristo, confessado, é a prova da regeneração (I João 5:1), pois uma pessoa não pode crer nele a menos que Cristo tenha lhe falado como Profeta, oferecido um sacrifício como Sacerdote no lugar dele, e liberto-o de Satanás como Rei.

Confessar que Jesus é Cristo não é meramente pronunciar o nome, mas dizer que ele é o nosso supremo Profeta e Mestre, nosso único Sumo Sacerdote, e nosso Rei eterno. É um reconhecimento de que seremos ensinados por ele somente, governados por ele somente, e abençoados por ele somente. Não é de se admirar, então, que ninguém pode dizer que Jesus é o Cristo, senão mediante um dom recebido dos céus.

Que Jesus é Cristo significa, também, que ele é o único que pode sustentar esses ofícios e realizar a obra que pertence a eles. Não precisamos de nenhum homem para nos ensinar (I João 2:27). Não precisamos de nenhum outro sacerdote ou sacrifício! Não reconhecemos nenhum outro Rei, pois ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele é único!

Confessando que Jesus é o Cristo, buscamos a salvação nele somente.
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Fonte (original): Doctrine according to Godliness, Ronald Hanko, Reformed Free Publishing Association, pp. 121-122.

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

19:48
Um Povo de Deus - Rev. Ronald Hanko
Muitos disputariam veementemente o ensino que Israel é a igreja do Antigo Testamento e, portanto, o pacto de Deus com Israel é o mesmo pacto que ele tem com sua igreja no Novo Testamento. Por essa razão, precisamos provar nossas doutrinas cuidadosamente a partir da Escritura.

Que Israel e a igreja são a mesma coisa é claro. O verdadeiro Israel na Escritura não é um povo terreno e uma nação carnal, mas o povo espiritual de Deus, como o é a igreja.

Em Romanos 9:6-8, a Palavra de Deus nos diz que "nem todos os de Israel são, de fato, israelitas." Portanto, a Escritura faz uma clara distinção entre aqueles que são somente de Israel e aqueles que são verdadeiramente israelitas. Todos que pertenciam à nação eram de Israel, mas somente aqueles que tinham nascido pelo poder da promessa (nascidos de novo pela viva Palavra de Deus) eram contados como a semente, isto é, como filhos de Abraão e filhos de Deus. Eles eram um povo espiritual.

Romanos 2:28-29 confirma isso de uma forma extraordinária. A passagem diz claramente que não é judeu quem o é apenas exteriormente. Uma pessoa é um judeu quando o é interiormente, isto é, alguém que foi circuncidado no coração e no espírito (compare com Cl. 2:11).

Isso deveria significar, de acordo com a definição bíblica de um judeu, que até mesmo os gentios crentes eram contados como filhos de Abraão e como israelitas. A Escritura ensina isso também. Romanos 4:11-16 deixa claro que Abraão não é pai somente de judeus crentes, mas de gentios crentes também. Ele é o pai de "todos nós," isto é, de um povo espiritual. Gálatas 3:7 diz claramente: "Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão."

De fato, o Novo Testamento deixa claro que os gentios crentes são mais verdadeiramente judeus e mais verdadeiramente circuncisos que os descendentes incrédulos de Abraão. Aqueles que são judeus somente de acordo com a carne são chamados em Filipenses 3:2 de "concisão,"2 ou meros "mutiladores," pois apesar de externamente circuncidados, não são espirituais. Jesus também deixou claro que alguns dos judeus não eram filhos verdadeiros de Abraão, nem filhos de Deus (João 8:33-41ss.). Em contraste, os filipenses, que eram gentios, são chamados de "a circuncisão," pois "adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne" (v. 3).

Há outras passagens que ensinam isso também. Gálatas 4:1-7 nos diz que a igreja do Antigo e do Novo Testamento são uma ao compará-las com uma pessoa, crescendo desde a infância até a maturidade. Gálatas 3:16, 29 mostra que existe somente uma Semente: Cristo e aqueles que estão nele. Hebreus 12:22-24 identifica Jerusalém, o Monte Sião e a igreja dos primogênitos. Vir a um é vir a todos.

Essa identificação de Israel como o povo espiritual de Deus é crítica. Nossa participação em todas as bênçãos e promessas do pacto depende disso. Somente os verdadeiros judeus têm o direito às promessas e ao que foi prometido. Aquelas promessas não são para todos que possuem o nome, quer de judeu ou de cristão, mas somente para aqueles que crêem. Um judeu verdadeiro é alguém que crê—qualquer um que creia em Cristo. Você crê?


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Fonte (original): Doctrine according to Godliness, Ronald Hanko, 
Reformed Free Publishing Association, pp. 174-175.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
http://www.cprf.co.uk/index.htm

16:29
Os Atributos de Deus - Rev. Ronald Hanko
A maior fraqueza na igreja hoje é uma falta do conhecimento de Deus. Muitos são como os samaritanos, de quem Jesus disse: "Vós adorais o que não sabeis" (João 4:22).

João 17:3 mostra a importância de conhecer a Deus: "E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." O que poderia ser mais importante que isso?

Todavia, a palavra da profecia é verdadeira hoje: "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento" (Oséias 4:6). Era do conhecimento de Deus que o povo de Deus carecia nos dias dessa profecia. O versículo 1 deixa isso claro: "Na terra não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus." Como isso é verdadeiro hoje de novo!

Nos dias de Oséias, a igreja tinha rejeitado o conhecimento. Especialmente os sacerdotes, seus líderes espirituais, tinham rejeitado o conhecimento e esquecido a lei de Deus. Assim, Deus ameaçou esquecer seus filhos e tornar a honra deles em vergonha (vv. 6-7). Se ao menos a igreja de hoje ouvisse essa Palavra de Deus, e visse que Deus está trazendo esses julgamentos sobre ela também! Ó, se a igreja retornasse ao Senhor e fosse curada!

Pensando nessas coisas, começamos agora a escrever sobre os atributos de Deus. Por eles especialmente conhecemo-lo, a quem conhecer é ter a vida eterna.

Atributos são características pessoais—tais como cor dos olhos, tipo de personalidade, e coisas semelhantes. Os atributos de Deus são sua unidade, espiritualidade, soberania, graça,2 bondade e todas as outras palavras3 que são usadas na Escritura para nos dizer quem ele é. Quando falamos dos atributos de Deus, portanto, estamos descrevendo ele, sua glória e as coisas que ele revelou de si mesmo em sua Palavra. Por meio desses atributos, conhecemos quem e o que ele é.

Nunca devemos pensar que os atributos de Deus são apenas uma questão de debate e discussão teológica. Eles são vitalmente importantes para nós. A Escritura mostra isso pelas diferentes palavras que usa para descrever os atributos de Deus.

No Salmo 89:5, a Escritura fala dos atributos de Deus como suas maravilhas. Seus atributos, em outras palavras, nos relevam quão grande e maravilhoso Deus é, e nos faz permanecer diante dele em admiração e assombro.

O Salmo 78:4 chama os atributos de Deus de os seus louvores. Dessa palavra aprendemos a razão para a revelação de seus atributos: para que possamos louvá-lo e adorá-lo para sempre. Se a igreja hoje não honra a Deus como deveria, isso é somente porque ela não o conhece como deveria.


O Salmo 78 também diz que é por meio do conhecimento dos atributos de Deus que as gerações vindouras colocarão sua esperança em Deus, e não esquecerão suas obras, mas guardarão os seus mandamentos (vv. 4-8). Possa Deus conceder tais gerações à Igreja, restaurando nas igrejas o conhecimento de Deus.


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Fonte: Doctrine according to Godliness, Ronald Hanko, Reformed Free Publishing Association, pp. 38-39.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto. (Traduzido em novembro/2007).

Reforma Radical

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